Carambola faz mal? Um olhar sob a perspectiva Ayurvédica

carambola faz mal

Por Matheus Macêdo

Originária do Sudeste Asiático, a carambola é uma fruta de formato estrelado com sabor agridoce que foi introduzida no Brasil em 1817, no estado de Pernambuco.

Devido ao clima do Nordeste brasileiro, ela passou a ser produzida em vários estados e a fazer parte da imensa variedade de frutas que nós temos disponíveis no Brasil.

Mas, há quem diga que carambola faz mal. Se você quer tirar essa dúvida, então continua comigo. Vou te contar se você tem que parar de comer carambola ou não.

A resposta é sim, carambola faz mal

Se você já ficou chateada logo de início e quer parar a leitura por aqui, tudo bem. Mas eu te aconselho a ficar e entender porque carambola faz mal.

E existem dois motivos principais para isso:

Carambola faz mal porque é muito rica em oxalato

Oxalato, ou ácido oxálico, é uma substância encontrada em diversos alimentos, dentre eles, a carambola. Quando é consumido, ele acaba sendo excretado pelo corpo na urina. E, nesse processo, pode gerar resíduos que podem se depositar nos seus rins, gerando as famosas pedras nos rins ou cálculos renais.

Se você comer uma carambola, vai ter problema? Talvez sim, mas provavelmente não. 

Depende se o seu organismo já está com sobrecarga de oxalato e se as suas funções renais estão saudáveis.

Vale lembrar que o oxalato também é encontrado na beterraba, na linhaça, tomate, espinafre e laranja, por exemplo, mas a concentração nas carambolas é bastante considerável.

E se você já tem algum tipo de problema renal, tem que ter atenção redobrada com o consumo de carambola. Aliás, eu diria até para você eliminar ela da sua dieta, só por segurança.

Isso porque a carambola não tem tantos nutrientes ou vitaminas que justifiquem você correr esse risco. Outras frutas, legumes e verduras podem substituí-la facilmente.

Carambola faz mal porque tem uma neurotoxina

A carambola tem um neurotoxina, uma substância que é tóxica para o seu sistema nervoso, chamada caramboxina (acredite se quiser).

De acordo com um estudo da USP – Universidade do Estado de São Paulo, essa toxina é capaz de levar pacientes com insuficiência renal crônica a óbito. Isso porque o rim desses pacientes é incapaz de filtrar a toxina.

Então, a caramboxina cai na corrente sanguínea e chega ao sistema nervoso central, podendo levar a sintomas como convulsões, agitação mental, coma e até a morte.

Outros sintomas menos graves são soluço, náusea, vômito, dores abdominais, fraqueza, dispnéia e hipertensão, dentre outros.

Se você não viu minha live sobre o assunto, aproveita e assiste agora:

E o que o Ayurveda fala sobre a carambola?

Na verdade, a carambola não é muito utilizada no Ayurveda até onde eu sei, embora ela seja muito comum na Índia. Existem até estudos que apontam que ela pode ser usada no tratamento de algumas doenças, como por exemplo, síndrome do intestino irritável.

E, se você acompanha a leitura do Ashtanga Hrdayam, que eu realizo toda quarta-feira ao meio-dia do horário de Brasília, sabe que até mesmo os piores venenos podem ser usados como medicamento, desde que usados da maneira certa.

Nesse sentido, a carambola também pode ser usada em casos de febre, dor de garganta, asma, tosse, dor de cabeça crônica e inflamações da pele.

Estudos fitoquímicos e farmacológicos indicam que o extrato da folha, frutos e raízes da caramboleira possuem saponinas, flavonóides, alcalóides e taninos, que contêm propriedades antioxidantes e curativas.

Além disso, a carambola tem propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas. E também pode ser usada para aliviar sintomas de úlceras.

Comer carambola ou não?

Como você pode ver, a carambola é uma fruta contraditória. Ao mesmo tempo em que oferece diversos benefícios para tratamentos específicos, ela também pode causar sérios danos à saúde. Por isso, é importante que você conheça as propriedades dos alimentos e como eles agem no seu corpo.

E o ponto de partida é entender o que te faz bem e o que te faz mal. Isso é simples, é só você observar como seu organismo reage depois de se alimentar.

O segundo passo é entender com mais profundidade quais são as características de cada alimento que podem te fazer bem ou não. Assim, você pode escolher sozinha o que comer e o que não comer para ter uma boa saúde.

Esse é o foco principal do curso O Poder das Ervas, que está disponível no Nilaya, a Comunidade do Vida Veda. Neste curso, eu trago sempre um alimento muito consumido por todo mundo, como côco, coentro, jasmim, linhaça, dentre outros, e abordo suas propriedades de acordo com o Ayurveda.

Então, se você quiser se aprofundar mais nesses alimentos e no que eles têm a te oferecer, te convido a conhecer o Nilaya – A Comunidade do Vida Veda.

Abraços e lembre-se sempre: SAÚDE É LIBERDADE!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *