O que fazer quando a ansiedade ataca?

Como reconhecer os gatilhos da ansiedade? Como não estacionar por causa do medo? Como lidar com a ansiedade decorrente de frustrações? 

Você que me acompanha no Vida Veda já deve ter me ouvido falar que 100% dos pacientes que eu atendo sofrem de ansiedade ou depressão, ou das duas coisas juntas. Infelizmente a ansiedade é um problema muito recorrente na nossa sociedade hoje em dia.

Por isso, resolvi compartilhar nesse artigo dúvidas muito comuns entre meus pacientes e alunos relacionadas a esse tema, bem como quais costumam ser as minhas recomendações nesses casos. Então vamos lá!

Desenvolver auto-observação e autoconhecimento

Uma dúvida bastante frequente é como reconhecer os gatilhos que disparam a ansiedade? Nesse caso, ter uma rotina de auto-observação, como sentar em silêncio por pelo menos cinco minutos pela manhã e pela noite é algo muito poderoso. Ao desenvolver essa capacidade de auto-observação você consegue perceber muito mais rápido quais são seus gatilhos de ansiedade. 

Quanto mais você conhece o seu corpo e mente, mais rápido você percebe quando eles desalinham e assim, você consegue atuar logo no início do problema, evitando que o desequilíbrio se intensifique ou se aprofunde.

Outro fator que também pode te ajudar a perceber quais são os teus gatilhos de ansiedade são as pessoas à sua volta. Procure se cercar de pessoas conscientes e amorosas que podem te ajudar a identificar o que te desestabiliza e, mais do que isso, que podem te trazer de volta pro seu eixo. Não tenha medo ou vergonha de mostrar sua vulnerabilidade a essas pessoas queridas e pedir ajuda a elas se necessário.

Medo x Riscos controlados

E por falar em medo, está aí um outro sintoma bastante comum relacionado à ansiedade. Muitas vezes a ansiedade surge de um medo desproporcional diante da realidade que se apresenta. Nesse caso, a melhor terapia é desenvolver o discernimento para entender se o medo faz sentido frente à realidade que se apresenta. 

Mas pra começar é importante entender que o medo não é necessariamente um vilão, é tão natural do ser humano que inclusive aparece em uma porção de textos sagrados, como a bíblia, por exemplo. A história de não querer abandonar o barco sob a tempestade pra andar com o salvador sobre as águas ilustra bem essa situação. 

Muitas pessoas preferem ficar em uma situação ruim só porque ela é conhecida e perdem a chance de ir pra um lugar muito melhor, só por causa do medo do desconhecido. É claro que viver numa situação ruim pode gerar ansiedade.

Em algumas situações o medo pode ser muito útil pra própria sobrevivência, por isso não brigue com o medo e nem se culpe por sentir medo, pelo contrário. É preciso honrar o medo e ser cauteloso para correr riscos controlados. Muitas vezes isso é tudo o que você precisa pra ir em direção a um lugar melhor, seja em relação à saúde, ao emprego, a um relacionamento, etc. É melhor experimentar o desconhecido, que pode ser muito melhor, do que ficar no desconforto do conhecido.

Eu mesmo sou um exemplo vivo disso. Aos 29 anos eu larguei tudo o que eu tinha no Brasil, trabalho, casa, relacionamento… pra ir morar no interior da Índia e estudar medicina. Foi arriscado, foi difícil, mas foi graças a isso que eu criei o Vida Veda e hoje consigo ajudar muitas pessoas, o que me faz muito feliz.

Autocobrança e frustrações

Dizem que a mãe da frustração é a expectativa que não tem base na realidade. O problema é que muitas pessoas inventam uma realidade que não existe ou que não é possível existir. A partir disso, elas se cobram e se frustram por não terem atingido a expectativa. Nem preciso dizer que isso também é uma fonte muito comum de ansiedade.

Imagine que logo pela manhã você cria uma expectativa de que daria conta de realizar dez tarefas ao longo do dia. Só que diante das condições que se apresentaram você conseguiu realizar apenas cinco. Antes de se culpar pelo fracasso, calma. Reflita se o problema não estava na sua expectativa que estava muito alta?

É até possível que nesse caso, o problema seja a falta de disciplina, mas disciplina se conquista com carinho, não deve ser algo forçado. Seja paciente e amorosa consigo mesma.

Outras vezes o problema não está na expectativa que nós mesmos criamos, mas na expectativa que os outros criam pra gente. Torcer pra um determinado time de futebol, ser de certa religião, ter uma determinada profissão etc. Muitas vezes a identidade de um grupo se sobrepõe ao respeito à individualidade. Aí o indivíduo se sacrifica em nome do grupo, o que também pode gerar ansiedade. 

Mas pense, o que é melhor: passar por alguns perrengues durante um período pra chegar aonde você quer e ter uma vida plena, com sentido e propósito, ou ficar preso a uma vida sem sentido, com um emprego que você odeia, por exemplo, só porque alguém quis isso pra você?

Acredito que é muito melhor conversar com a família e pedir o seu apoio para estarem juntos durante os momentos difíceis, do que ser uma pessoa deprimida, que toma um monte de remédio, não consegue levantar da cama, porque odeia a própria rotina.

Lembre-se: a mesma comunidade que te cobra uma determinada identidade, muitas vezes também pode te apoiar em processos de mudanças. O bonito da comunidade que te apoia é que ela te dá poder para você fazer qualquer coisa. 

Uma vez que você se liberta do lugar de sofrimento, a tendência é só melhorar, mesmo que você tenha que passar por períodos bem difíceis.

Outras dicas

Já gravei alguns vídeos explicando que a ansiedade pode se manifestar tanto no corpo quanto na mente. É preciso perceber qual parte está afetada para tratar adequadamente. Mas de acordo com os casos mais comuns que vejo entre minhas alunas e pacientes, acho que vale a pena dar mais algumas dicas de como lidar com a ansiedade.

Fazer exercícios respiratórios, que chamamos de pranayama, pelo menos uma vez por dia pode ajudar bastante. Se você simplesmente sentar em silêncio, inspirar e expirar profundamente por dois minutos, apenas isso já pode ser transformador pra você que sofre de ansiedade.

Equilibrar a rotina também ajuda bastante com a ansiedade – ter hora pra dormir, acordar, comer, etc.

Por fim, se você acredita que a ansiedade não tem cura ou que ela tem cura, das duas formas você está certo. A vida do ser humano vai até o limite do que ele acredita que é possível.

Quando você acredita que não tem como, então você nem tenta, já perde antes de começar. Mas enquanto você acredita que existe possibilidade de melhora, você continua lutando até o último minuto, do último dia e você continua pedindo ajuda e contando com a comunidade. Mantenha a esperança, sempre. 

Se você sente que precisa de direcionamento para lidar com as questões de ansiedade, ou problemas do dia a dia, o Invicta – A Plataforma de Desenvolvimento Pessoal do Vida Veda foi feita para você. 

Imagine uma solução que segura na sua mão e te guia em direção à melhor versão da sua saúde: é assim no Invicta! Você tem acesso a conteúdos selecionados e objetivos para ter um desenvolvimento pessoal pleno.

Participe de mentorias ao vivo comigo semanalmente, eu vou te ensinar ferramentas essenciais para trilhar a jornada da vida. 

Entre para o Invicta – A Plataforma de Desenvolvimento Pessoal do Vida Veda.

Abraços e lembre-se sempre: SAÚDE É LIBERDADE!

Matheus

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2 comentários em “O que fazer quando a ansiedade ataca?”

  1. Realmente quando conhecemos os gatilhos, fica mais fácil de controlar a ansiedade e o controle da respiração ajuda muito para voltar a manter a calma.

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