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Por que as crianças têm tantos problemas respiratórios?

Tosse, chiado, bronquiolite, asma, coqueluche e pneumonia aparecem com enorme frequência na infância. O Ayurveda ajuda a entender essa vulnerabilidade, mas existe uma regra que não pode ser esquecida: criança com dificuldade respiratória precisa de avaliação pediátrica.

Por Rodrigo Raposo

Tempo de leitura: 14 minutos

Quem convive com crianças provavelmente já percebeu como os problemas respiratórios parecem fazer parte da infância. A criança entra na escola e começa uma sequência de coriza, tosse, febre e catarro. Melhora de uma infecção e, poucas semanas depois, está tossindo novamente. Algumas apresentam episódios de chiado, outras desenvolvem bronquiolite, algumas têm asma e outras acabam evoluindo para quadros mais importantes, como pneumonia. Acontecendo com frequência, existe o risco de a família começar a tratar qualquer tosse como banal, principalmente quando a criança já teve episódios antes.

Só que tosse não é uma doença e sim um sintoma, e ela pode aparecer numa quantidade enorme de condições diferentes. Às vezes é apenas a resposta das vias respiratórias a uma infecção viral autolimitada; em outras situações, pode fazer parte de outras doenças que exigem investigação e tratamento específico. Para o Ayurveda, essa distinção também é fundamental. Não basta olhar para uma criança tossindo e dizer que ela tem kapha aumentado. É preciso entender de onde veio aquela tosse, como ela se manifesta, quais doshas participam do processo, se existe obstrução das vias, se há comprometimento da respiração, febre, fraqueza ou perda de peso e, principalmente, se estamos diante de uma situação que precisa de atendimento médico imediato.

Esse é um ponto importante quando trabalhamos com Ayurveda pediátrico: Ayurveda e pediatria moderna não deveriam disputar espaço. Em determinadas situações, podemos usar medidas ayurvédicas como apoio à recuperação, à digestão, à alimentação e à prevenção de recorrências. Em outras, a prioridade é oxigênio, broncodilatador, corticosteroide, antibiótico, internação ou qualquer outro tratamento indicado pelo pediatra. Saber reconhecer essa diferença também faz parte de uma boa prática do Ayurveda.

Neste artigo, vamos compreender:

por que as doenças respiratórias aparecem com tanta frequência na infância;
como o Ayurveda entende essa maior vulnerabilidade respiratória nas crianças;
o que é Kasa e por que a tosse precisa ser analisada como parte de um quadro maior;
a relação entre Tamaka Shvasa e quadros de asma;
por que a bronquiolite merece atenção especial em bebês e crianças pequenas;
quais são os principais cuidados diante da coqueluche;
como diferenciar, de forma geral, pneumonia e pneumonite;
o que o conceito de Rajayakshma pode acrescentar à compreensão de doenças respiratórias consumptivas;
a importância de observar agni, ama, alimentação, ambiente e recuperação da força;
e, principalmente, quando o Ayurveda pode atuar como complemento e quando a criança precisa de avaliação pediátrica e tratamento moderno imediato.

Por que crianças sofrem tanto com o sistema respiratório?

A criança não é simplesmente um adulto pequeno. Seu organismo ainda está amadurecendo, inclusive do ponto de vista respiratório e imunológico. Bebês e crianças pequenas possuem vias aéreas de menor calibre, de modo que uma quantidade de edema e secreção que talvez provoque apenas desconforto num adulto pode produzir uma obstrução proporcionalmente muito mais importante numa criança. Nos primeiros anos de vida, além disso, o sistema imunológico ainda está construindo seu repertório de respostas diante de inúmeros vírus e outros agentes com os quais entra em contato pela primeira vez. A entrada na creche e na escola amplia enormemente essa exposição, o que ajuda a explicar a sucessão de infecções respiratórias que muitas famílias conhecem tão bem.

Qual é a visão do Ayurveda?

O Ayurveda oferece outra camada para interpretar essa vulnerabilidade. Segundo os textos clássicos, a infância é um período de maior predominância de kapha, justamente numa fase em que o corpo está crescendo, construindo tecidos e ganhando estrutura. As próprias qualidades associadas ao kapha (estabilidade, umidade, untuosidade, coesão e crescimento) são importantes para esse processo, mas ajudam a entender por que manifestações envolvendo muco, congestão e secreções aparecem com tanta facilidade nessa fase. Ao mesmo tempo, é preciso considerar a capacidade digestiva e metabólica da criança. Quando existe agnimandya, isto é, redução da capacidade de digestão e metabolismo, o Ayurveda passa a olhar não apenas para aquilo que está acontecendo nos pulmões, mas para a condição metabólica mais ampla da criança.

Isso ajuda a compreender por que a abordagem ayurvédica das doenças respiratórias não se limita a procurar uma erva para tosse. É preciso observar alimentação, digestão, presença de alimentos não digeridos, ambiente, clima, exposição a fumaça, poeira, ácaros, mofo e substâncias irritantes, além da constituição e da história daquela criança. Uma criança com recorrência respiratória que vive exposta diariamente à fumaça, por exemplo, não terá seu problema resolvido simplesmente com um xarope. O mesmo vale para perfumes, produtos de limpeza muito aromáticos, amaciantes, poeira e outros elementos que podem funcionar como irritantes ou gatilhos em crianças sensíveis.

Kasa – a tosse como doença (ou sintoma)

Kasa é o grande conceito ayurvédico relacionado à tosse. Por isso que nem todo kasa representa uma única doença moderna. Sendo assim, ela precisa ser entendida dentro de uma lógica clínica. Uma criança com resfriado pode apresentar kasa, assim como uma criança com asma, coqueluche, bronquiolite ou pneumonia também pode tossir. O que muda é o processo que está por trás daquela manifestação.

Na leitura ayurvédica apresentada para a infância, vários fatores podem contribuir para o aparecimento ou agravamento de kasa: infecções, clima desfavorável, poluição, esforço excessivo e diferentes formas de irritação das vias respiratórias. A criança pode apresentar tosse persistente, dificuldade para respirar, fraqueza e, nos quadros mais intensos, uma sensação de escurecimento da visão associada à dificuldade respiratória e à quase síncope. Quando a tosse chega acompanhada de falta de ar importante, alteração da consciência, coloração azulada ou acinzentada, esforço visível para respirar ou prostração intensa, é necessário acompanhamento médico. Estamos falando de sinais que exigem avaliação médica rápida.

Em quadros leves e devidamente avaliados, a tradição ayurvédica utiliza diferentes estratégias voltadas para as vias respiratórias e para o kapha. Entre as possibilidades discutidas estão preparações ayurvédicas como: Adhatoda vasica, Tālīsādi cūrṇa, Kaṇṭakāryavaleha e outras formulações tradicionalmente empregadas em kasa e shvasa (doenças respiratórias). Não se deve copiar as formulações, plantas e doses da prescrição de um adulto para se administrada à uma criança. Um profissional habilitado deve avaliar a idade, o peso, a condição digestiva, o quadro clínico e a segurança de cada substância.

Tamaka shvasa: a respiração obstruída

Tamaka shvasa é frequentemente correlacionado à asma brônquica, embora novamente seja melhor pensar em aproximações clínicas do que em equivalências perfeitas entre duas medicinas construídas com categorias diferentes. Dentro da fisiopatologia ayurvédica, uma das ideias centrais é a interferência de kapha sobre o movimento de vata, produzindo obstrução e dificuldade respiratória. Essa é uma imagem bastante didática: existe algo que precisa se movimentar livremente, mas encontra resistência. A respiração se torna trabalhosa, pode surgir tosse recorrente e a criança passa a apresentar episódios que retornam diante de determinados gatilhos.

Na asma moderna também encontramos uma doença caracterizada por inflamação e estreitamento variável das vias aéreas. Mudanças de temperatura, infecções virais, fumaça, poluição, exercício e outros estímulos podem desencadear ou agravar sintomas em crianças suscetíveis. A história familiar também é relevante. Uma criança que tosse repetidamente, apresenta chiado ou crises de falta de ar e possui familiares com asma merece investigação pediátrica adequada em vez de receber repetidamente apenas tratamentos para uma suposta “gripe”.

Durante uma crise asmática, o tratamento moderno pode envolver broncodilatadores e corticosteroides inalatórios conforme o plano terapêutico estabelecido pelo médico. O Ayurveda pode participar do cuidado dessa criança, inclusive trabalhando rotina, alimentação, fatores desencadeantes e estratégias complementares, mas não deve substituir a medicação de resgate nem o tratamento controlador prescrito para a asma. A ideia ayurvédica de remover a obstrução de kapha e favorecer o movimento de vata pode ser útil para compreender o quadro, mas uma criança em broncoespasmo precisa respirar primeiro. A prioridade clínica é essa.

Bronquiolite

A bronquiolite merece atenção particular porque é extremamente comum nos primeiros anos de vida, especialmente em bebês. O vírus sincicial respiratório (VSR) é uma das principais causas, mas não é o único vírus capaz de provocar bronquiolite. O quadro pode começar parecendo um resfriado comum, com coriza e tosse, e depois evoluir com chiado, aumento da frequência respiratória, esforço para respirar e dificuldade para mamar ou se alimentar.

A maior parte das crianças apresenta evolução favorável com tratamento de suporte, mas algumas, principalmente as menores e mais vulneráveis, podem precisar de oxigênio e hospitalização. É justamente por isso que não se deve esperar uma correspondência ayurvédica resolver a conduta. Podemos estudar manifestações de tosse e dificuldade respiratória a partir de kasa e shvasa, mas o diagnóstico moderno de bronquiolite continua sendo importante porque nos informa sobre evolução, risco e necessidade de suporte respiratório.

Isso vale especialmente para bebês. Quanto menor a criança, menor deve ser a tolerância para observar em casa um quadro de dificuldade respiratória sem avaliação. Um bebê que está respirando muito rápido, fazendo esforço para respirar, recusando mamadas, ficando excessivamente sonolento ou apresentando alteração de coloração precisa ser examinado. Ayurveda pode entrar como cuidado complementar quando apropriado, mas não como substituto dessa avaliação.

Coqueluche

A coqueluche é outro ótimo exemplo de como o som e o padrão da tosse podem fornecer pistas importantes. Causada pela bactéria Bordetella pertussis, ela pode provocar acessos intensos e repetidos de tosse e é especialmente perigosa em bebês pequenos. Dependendo da idade, inclusive, a apresentação nem sempre corresponde à imagem clássica que temos de uma criança tossindo ruidosamente; lactentes podem apresentar apneia e outras manifestações graves.

Aqui novamente aparece um limite muito importante para a terapêutica complementar. Uma criança com suspeita de coqueluche precisa de avaliação médica, tanto pela possibilidade de tratamento antibiótico quanto pelo risco de transmissão e de complicações. A vacinação também ocupa papel central na prevenção. Medidas ayurvédicas destinadas a aliviar kasa, apoiar a recuperação e posteriormente fortalecer a criança podem ter lugar dentro de um cuidado integrativo, mas não substituem diagnóstico, antibiótico quando indicado ou prevenção vacinal.

Talvez uma das maiores contribuições do Ayurveda nesse contexto seja impedir que olhemos apenas para a bactéria e esqueçamos a criança. Depois de uma doença respiratória prolongada, ela pode permanecer cansada, com pouco apetite, digestão comprometida e perda de peso. Depois que a fase aguda e o risco infeccioso estão devidamente tratados, recuperar a capacidade digestiva, alimentação e força passa a ser uma parte importante do tratamento.

Pneumonia e pneumonite

Pneumonia é uma palavra que precisa acender um sinal de atenção, principalmente na infância. Trata-se de um processo infeccioso pulmonar que pode ser causado por vírus, bactérias e outros agentes e produzir inflamação dos alvéolos, que podem acumular secreção e comprometer as trocas gasosas. Febre, tosse, respiração acelerada, dificuldade respiratória, prostração, dor e piora do estado geral podem aparecer de diferentes formas conforme a idade e a causa.

Na leitura ayurvédica, podemos reconhecer nesse quadro a participação de kasa, shvasa, febre e comprometimento sistêmico, trabalhando conceitos como dosha, alimentos não digeridos e capacidade digestiva. Mas nenhuma dessas categorias deve servir para diminuir a gravidade de uma pneumonia. Suspeita de pneumonia em criança precisa de avaliação pediátrica. Dependendo da causa e da gravidade, pode haver necessidade de antibiótico, oxigênio, hidratação, monitorização e internação. A abordagem ayurvédica, quando utilizada, deve ser concomitante e compatível com esse tratamento, nunca uma justificativa para adiá-lo.

A pneumonite merece uma distinção. Em termos modernos, o termo costuma ser usado para processos inflamatórios pulmonares que não necessariamente têm origem infecciosa e podem surgir, por exemplo, após aspiração ou exposição a determinadas substâncias. Uma criança pode aspirar conteúdo durante a alimentação, assim como o recém-nascido pode apresentar comprometimento pulmonar relacionado à aspiração de mecônio. A conduta depende da causa e da gravidade e pode exigir suporte respiratório e outros procedimentos hospitalares. Do ponto de vista ayurvédico, novamente podemos interpretar as manifestações respiratórias e o estado geral, mas o fator causal precisa ser identificado e tratado.

Quanto mais grave é a dificuldade respiratória, menos espaço existe para experimentar tratamentos domésticos antes de procurar atendimento.

Rajayakshma

Diferentemente de uma infecção respiratória aguda que aparece e desaparece em poucos dias, o rajayakshma chama atenção pela associação entre sintomas respiratórios prolongados, fraqueza e perda progressiva dos tecidos. Na prática comparativa, rajayakshma costuma ser relacionado à tuberculose, embora o conceito clássico seja mais amplo do que simplesmente trocar uma palavra pela outra.

A lógica ayurvédica é particularmente interessante porque não olha apenas para o pulmão. Há envolvimento de todos os doshas do corpo, obstrução dos canais, agnimandya (pouca capacidade digestiva) e redução da adequada formação de plasma, comprometendo progressivamente a nutrição dos demais tecidos. Neste cenário, a criança perde peso, perde força e parece ser consumida pela doença. Em estágios avançados podem aparecer secreções respiratórias importantes e sangue, formando um quadro completamente diferente de uma tosse banal.

É justamente aqui que uma visão integrativa precisa ser muito responsável. Criança com tosse persistente associada a emagrecimento, febre prolongada, fraqueza, sudorese ou contato conhecido com tuberculose precisa de investigação médica. Se houver tuberculose, existe tratamento específico e ele precisa ser realizado corretamente. Nenhuma formulação ayurvédica substitui os antimicrobianos utilizados para tratar a doença.

Ao mesmo tempo, depois de estabelecer e tratar a causa, o Ayurveda oferece uma lógica interessante para compreender a recuperação: não basta olhar apenas para o sistema respiratório. É importante recuperar a capacidade de nutrição da criança. Por isso, o tratamento tradicional de Rajayakshma trabalha simultaneamente a respiração, a capacidade digestiva e a recuperação da força. Preparações nutritivas e medidas de fortalecimento entram de acordo com a capacidade digestiva, e não simplesmente porque a criança está magra. Se existe alimentos não digeridos e a digestão está comprometida, colocar alimentos excessivamente pesados na tentativa de fazê-la ganhar peso pode não ser a melhor estratégia dentro da própria lógica ayurvédica.

O ambiente também faz parte do tratamento

Quando uma criança apresenta problemas respiratórios recorrentes, existe uma tendência compreensível de procurar alguma coisa para dar a ela: um medicamento, um xarope, uma erva ou uma fórmula. Só que às vezes uma parte importante do tratamento está naquilo que precisamos tirar.

Fumaça de cigarro, poluição, mofo, poeira, ácaros, perfumes intensos, incensos, produtos de limpeza aromáticos e amaciantes podem ser especialmente incômodos para crianças com vias respiratórias sensíveis. Em alguns casos, medidas aparentemente simples, como controlar mofo, reduzir acúmulo de poeira, higienizar adequadamente roupas de cama e evitar produtos fortemente perfumados podem fazer parte do controle ambiental. Na asma, identificar os gatilhos individuais é particularmente importante, porque nem toda criança reage às mesmas coisas.

Não adianta tratar continuamente uma doença sem olhar para seus fatores causais. O princípio de nidana parivarjana, evitar ou remover aquilo que contribui para o adoecimento, é talvez uma das estratégias mais sensatas de toda a medicina ayurvédica. E ela não entra em conflito algum com a pediatria moderna. Se fumaça desencadeia crise respiratória, retirar a fumaça é Ayurveda, bom senso e medicina moderna ao mesmo tempo.

Nem toda tosse precisa de remédio, mas toda dificuldade para respirar precisa de atenção

É perfeitamente possível utilizar o Ayurveda para pensar em prevenção, rotina, alimentação, digestão, recuperação e alguns cuidados complementares. Também podemos estudar as doenças respiratórias para compreender como os autores clássicos enxergavam padrões respiratórios, obstrução, enfraquecimento e perda dos tecidos.

Porém, se uma criança está respirando mal, não é o momento de escolher entre Ayurveda e medicina moderna. É o momento de fazer o que aquela criança precisa. Depois que ela está segura, respirando adequadamente e com a causa investigada, existe muito espaço para pensar no restante: por que adoece tanto, como está sua alimentação, como está agni, se recuperou a força, se existem fatores ambientais favorecendo recorrências e como podemos ajudá-la a atravessar a infância com mais saúde.

Perguntas frequentes

1 – Tosse em criança é considerada Kasa no Ayurveda?

Kasa é o conceito ayurvédico relacionado à tosse, mas isso não significa que todas as crianças que tossem tenham a mesma doença ou o mesmo mecanismo. A tosse pode aparecer em infecções virais, asma, bronquiolite, coqueluche, pneumonia e muitos outros quadros.

2 – Tamaka shvasa é a mesma coisa que asma?

Não. Existe uma aproximação clínica importante, principalmente pela presença de dificuldade respiratória, recorrência e obstrução associada a kapha e vāta, mas não é adequado afirmar que os dois diagnósticos são idênticos.

3 – Ayurveda pode tratar bronquiolite?

Não é prudente usar Ayurveda como tratamento de uma bronquiolite sem avaliação pediátrica. Muitos casos são leves e recebem tratamento de suporte, mas alguns podem evoluir com dificuldade respiratória, exigindo atendimento médico e, em determinadas situações, hospitalização.

4 – Coqueluche pode ser tratada com plantas medicinais?

Não. A coqueluche é uma infecção causada por Bordetella pertussis e pode ser particularmente perigosa em bebês. O diagnóstico médico é importante, assim como o tratamento antibiótico.

5 – Rajayakshma é tuberculose?

Rajayakshma é muito relacionado à tuberculose em estudos comparativos. Oconceito clássico é mais amplo. Envolve perda progressiva de força e de tecidos, comprometimento de agni, obstrução dos srotas e participação dos três doshas.

6 – Alimentação pode influenciar doenças respiratórias na infância?

A alimentação pode influenciar o estado geral, a digestão e a recuperação da criança, mas não existe uma regra simples segundo a qual determinado alimento “cause catarro” em todas as crianças.

7 – Leite deve ser retirado de toda criança com tosse?

Não necessariamente. Essa generalização não é adequada. Algumas crianças podem apresentar pior tolerância a determinados alimentos em determinados momentos, mas retirar grupos alimentares sem necessidade pode prejudicar a nutrição, principalmente na infância.


Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não substitui acompanhamento médico, nutricional, psicológico ou ayurvédico individualizado. Em caso de sintomas persistentes, uso de medicamentos, gestação, amamentação ou condições crônicas, procure acompanhamento profissional antes de fazer mudanças na alimentação, no sono, na rotina ou no uso de suplementos e fitoterápicos. Os profissionais que indicamos atendem pela Dr. Integra.

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