10 aprendizados depois de 4 anos e +2.400 alunxs no Vida Veda

Matheus Macêdo mostrando os dez dedos das mãos

Por Matheus Macêdo

O Vida Veda fez 4 anos em julho. Isso ao mesmo tempo parece pouco, pois uma criança com 4 anos mal começou a vida, né? Ao mesmo tempo, parece um tempo infinito, considerando que há pouco tempo isso tudo não passava de uma ideia na minha cabeça, dentro do meu quartinho na universidade de medicina.

Eu realmente tenho aprendido muito nesses anos. As pessoas acham que eu ensino muitas coisas nas nossas lives e nos cursos, mas a verdade é que eu acredito que aprendo com a comunidade do Vida Veda muito mais do que eu ensino e aqui estão 10 grandes aprendizados que eu tive com nossos mais de 2.400 estudantes.

#1 Ser saudável é radical

Para muitas pessoas, ser saudável é um ato de radicalismo. Comer apenas alimentos orgânicos, priorizar legumes e frutas e praticar atividade física todos os dias parecem coisa de outro mundo.

Como eu buscava ter uma vida o mais saudável possível, me preocupava em aplicar esses e outros hábitos no meu dia a dia. E não era incomum alguém vir me dizer “ah, Matheus, mas isso é muito radical”. Eu não concordava, achava que ser saudável devia mesmo ser a prioridade na vida de todo mundo e expressava essa minha visão de que ter saúde passa por esse autocuidado constante.

Até que um dia, caiu a ficha. Eu sou radical. Em um mundo no qual todo mundo está doente, ser saudável é mesmo radical.

Radical significa raiz. E raiz é aquilo que te aterra, que te conecta com a tua origem, com a tua essência.

E ser saudável é radical no sentido de que talvez a maioria das pessoas que você conhece não esteja fazendo isso.

A maioria das pessoas que a gente conhece vai morrer de doenças cardiovasculares ou de câncer, os dois maiores assassinos de brasileiros e portugueses. Duas doenças que podem ser prevenidas ou curadas por intervenções de estilo de vida e de alimentação. Não é chocante isso?

Infelizmente, o mundo em que a gente vive hoje é um mundo que tem um grau tão elevado de doença, de mal-estar, de depressão e ansiedade que, pra você romper com essas estruturas todas, isso exige um pouquinho de radicalismo.

Então eu fiz as pazes com o meu radicalismo. Ou seja, olhar para o meu contexto e analisar “isso aqui me faz bem?”. Isso é o que eu quero para a minha vida? É o que eu preciso?

E se não é, com carinho, com gentileza comigo e com os outros, eu simplesmente digo “não”. Nesse sentido, ser radical, pra mim, é respeitar o meu “não”, os meus limites.

Eu prefiro seguir os meus princípios, os meus valores, e ser considerado radical, do que violar o que eu acredito e ser incoerente. Eu fui aprendendo com vocês que a coerência paga infinitos dividendos.

#2 Calma, Matheus!

Não precisa também fazer tudo pra ontem, fazer tudo correndo, conquistar todos os universos em 3 segundos. Calma comigo e com os outros.

Eu sempre fui muito “é pra fazer, então vamos fazer”. Mas não tem necessidade disso. Não precisa ser tão rápido e tão intenso.

O fato é que eu aprendi a ter muito mais calma e muito mais paciência. Não tem como você ter mais de 2400 alunos e não aprender a respeitar o tempo de cada um.

Quantas vezes eu carreguei pessoas no ombro (metaforicamente falando) e isso foi ruim pra elas… porque não era o momento delas. Elas não estavam prontas para digerir certas coisas.

E a mesma coisa comigo. Muitas vezes eu me coloquei em situações em que eu não estava pronto ainda. E eu chegava lá todo bagunçado. Só então eu pensava que devia ter respirado fundo e ido mais devagar.

Aos poucos, também estou aprendendo que às vezes eu acelero o meu próprio passo mais do que deveria. Então, calma, Matheus.

#3 Preciso e adoro ser cuidado

Isso ainda é um aprendizado muito difícil para mim até hoje: eu preciso e adoro ser cuidado. Uma das primeiras coisas que eu me lembro é a minha mãe falando “meu filho, cuida das suas irmãs”.

Então, eu aprendi a ser cuidador desde pequeno. Não é à toa que eu queria ser médico. Eu gosto de cuidar das pessoas. Sempre que eu posso vou para o hospital, faço plantão de 24 horas, vou para a clínica… porque eu me nutro desse serviço.

E foi outro dia, dois anos atrás, mais ou menos, que eu aprendi a aceitar ser cuidado. E eu aprendi isso com vocês. Porque à medida que fui servindo mais e mais pessoas, o peso disso para minha saúde foi exponencializando. Quanto mais gente eu quero servir, mais cuidado eu percebi que preciso.

Não sei se isso é óbvio para você, mas pra mim não era. Eu precisei aprender a ser cuidado. E isso foi transformador na minha vida.

#4 O óbvio precisa ser dito

Antigamente, eu ia fazer uma live sobre sono e achava que era óbvio para as pessoas que elas precisam dormir. E as pessoas me mandavam mensagem depois dizendo “Matheus, essa live transformou a minha vida”.

Então eu pensava: “Mas como assim? Isso não é óbvio?”. Era claro para mim, mas não para outras pessoas. Uma vez que eu falava sobre esse óbvio, isso gerava uma reflexão em outras pessoas.

Aí, eu entendi que o conhecimento é infinito. Porque de repente, você não quer esses dez aprendizados que eu estou compartilhando com você aqui. Mas tem outras pessoas que querem. E no mundo da internet, toda live serve para alguém.

Por isso, eu te convido para aplicar isso na sua vida. Às vezes, você pode pensar que algo é tão óbvio que não precisa ser falado em voz alta. Mas quando você fala em voz alta, tem uma galera à sua volta que nunca tinha parado para pensar no assunto.

E aí, você vai lá, contribui e serve outras pessoas.

#5 Às vezes, não tem como começar pelo óbvio

Este aprendizado deriva do anterior. Porque nem sempre a gente consegue começar pelo óbvio.

Eu vou te dar um exemplo: imagine que toda vez que uma pessoa toma café, ela tem dor de cabeça. Então, eu digo: “tira o café”. E ela me responde: “não, não, tira tudo, menos o meu café”.

Parece óbvio que ela tem que parar de tomar café. Mas às vezes, a pessoa não está pronta para dar esse passo ainda e o óbvio é a última coisa na qual a gente vai mexer. Eu aprendi isso com vocês. Também aprendi na minha prática clínica.

Às vezes a pessoa sabe exatamente o que ela precisa, mas ainda não está pronta para fazer. E o que eu faço como médico? Deixo ela para lá? Não! Eu preciso entender junto com meu paciente por onde a gente vai começar o processo de tratamento.

E muitas vezes, a gente faz isso mesmo com as pessoas que estão ao nosso redor. Em vez de encontrar outra forma de começar, insiste em querer que elas façam do nosso jeito. Porque a gente acha que é óbvio.

Então, o que você tem que fazer é conversar com essa pessoa que você quer ajudar e começar pelo ponto de menor esforço. Aquilo que ela está disposta a mudar.

Porque quando essa pequena mudança começar a gerar resultado, ela vai acreditar que é possível dar um passo a mais e vai juntar forças para mudar aquilo que era óbvio, mas que ainda não estava disponível no início do processo.

#6 Nem todo mundo ama sânscrito, e tá tudo bem

No início, eu queria que todo mundo aprendesse sânscrito.

Mas então entendi que nem todo mundo precisa amar o sânscrito. A pessoa não precisa aprender sânscrito para aprender Ayurveda. Tem mais de um jeito de aprender Ayurveda, não é só nos textos originais.

E foi graças a esse aprendizado que eu criei o F4P – Formação dos 4 Pilares da Saúde e outros cursos do Vida Veda. Essa foi a forma que eu encontrei de ensinar para você tudo o que você quer e que precisa saber para melhorar a sua saúde, sem precisar aprender sânscrito.

#7 As pessoas AMAM histórias e metáforas

Se você acompanha o Vida Veda nas redes sociais, já deve ter ouvido falar do chute na parede. Ou da bica aberta na sua sala.

Nesses quatro anos, eu aprendi que, às vezes, é mais fácil usar essas metáforas ou trazer uma história para você, que traz um ensinamento prático, objetivo, rápido, do que ficar recitando slokas em sânscrito.

E as pessoas amam essas histórias. Muitas alunas e alunos vêm me dizer “Ah, Matheus, meu chute na parede é o queijo” ou algo assim e eu vejo como a metáfora é poderosa para gerar entendimento e até promover mudanças de hábitos. .

Então, se você quiser servir e ajudar as pessoas, é melhor você compartilhar esse conhecimento de uma forma que elas compreendam e possam aplicar nas suas vidas.

#8 Tudo importa

Não adianta a gente olhar só para a sua alimentação. Ou então só ser feminista. Não adianta focar em só uma coisa e deixar todo o resto de lado. Num mundo tão complexo quanto o nosso, a gente tem tendência a se especializar e acaba perdendo a perspectiva de como tudo está conectado.

A nossa vida, a nossa sociedade, tem um nível de complexidade tão grande, que para ajudar as pessoas, eu preciso aprender tudo o que importa para elas. Não tem como ser ayurvédico de verdade e não se preocupar com o meio ambiente. Ou não ser feminista. Ou não ser antirracista.

Nos textos clássicos do Ayurveda, não estavam descritas essas preocupações, mas eu não vivo há 4 mil anos atrás. O mundo em 2021 nos provoca de maneiras específicas e nos exige cada vez mais consciência.

Vocês foram me ensinando, durante esses anos, que tudo isso importa. Que Ayurveda é o estudo da Vida em toda a sua complexidade. E eu continuo estudando e aprendendo sempre, buscando abrir minha mente, questionando meus conceitos e tentando sempre melhorar.

#9 O trabalho é infinito

Se tudo importa, naturalmente, o trabalho é infinito. Não tem como parar. E é por isso que eu estudo sempre. E aprendo com vocês sempre.

Nesses quatro anos, aprendi muito mais do que vocês aprendem comigo. Porque cada pessoa traz uma coisa nova. E aí, eu sento e estudo mais um pouco.

A beleza do Vida Veda é justamente ser essa comunidade de estudantes. Então, se você gosta de estudar, se você é nerd, você está no lugar certo. Porque o trabalho é realmente infinito.

#10 É muito mais fácil quando a gente avança junto

O símbolo do Vida Veda é composto por 2 letras V, uma apontando para cada direção. Por acaso, a formação em V é como as aves voam. E por que as aves voam em V? Porque esse é o jeito mais aerodinâmico de elas voarem.

A ave que vai na frente quebra a resistência do vento para que fique mais fácil para as outras que acompanham voarem. E quando ela cansa, vai para o final da formação e outra assume o lugar dela.

E olha que lindo: não tem uma ave que fica na frente do V o tempo inteiro. Ela assume a liderança do grupo para facilitar a vida de quem está vindo atrás. E quando cansa, ela dá lugar para outra ave liderar o grupo.

Quando as aves voam em V, elas viajam mais longe e gastando menos energia. Então, quando a gente vai junto, vai mais longe e de forma mais eficiente.

Esse foi um dos maiores aprendizados que eu tive nesses quatro anos. Porque antigamente, eu ia sozinho. Se tivesse trabalho em grupo na escola, preferia pegar tudo e fazer logo. Não tinha paciência para esperar o tempo dos outros. Para um trabalho na escola isso até funcionava, mas quanto mais aumentava a minha vontade de servir aos outros, mais eu percebia que sozinho eu não ia dar conta de tudo que precisava ser feito.

Eu precisava de ajuda. Precisava ser uma formiguinha, parte de um formigueiro inteiro. E foi quando o Vida Veda começou a crescer. Por isso, toda vez que eu vejo o símbolo do Vida Veda, eu tenho certeza de que juntos, a gente vai bem mais longe.

Foi com base nesses aprendizados ao longo dos últimos anos com milhares de alunas e alunos do Vida Veda que eu criei um curso gratuito para você que quer aprender os primeiros passos do Ayurveda. Esse curso se chama A Essência do Ayurveda.

Nele, você vai aprender de forma prática o que é Ayurveda e como esse conhecimento milenar pode te ajudar a ter mais saúde e qualidade de vida. Então, clica no banner e faz a sua inscrição. Tenho certeza que, depois deste primeiro passo, você vai querer se aprofundar ainda mais.

Banner do curso A Essência do Ayurveda

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