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JACAS, BOMBAS E ENGOV. O QUE SUA SA√öDE TEM A VER COM ISSO?

Vale a pena enfiar o pé na jaca nas festas de fim de ano? Você merece muito mais do que várias rabanadas, panetones e chesters.

Por Anelize Moreira e Matheus Macêdo.

O final de ano √© marcado por muitas confraterniza√ß√Ķes. √Č festa da firma, almo√ßo na casa da sogra, Natal, Ano-Novo e ainda muitas vezes somadas √†quelas f√©rias t√£o esperadas. Pronto! Chegou o momento que voc√™ finalmente vai conseguir relaxar daquela correria toda do ano. Ufa!¬†

E aí você se depara com uma mesa farta, com panetone, maionese, carnes, doces, refrigerante e bebida alcóolica. E depois de tanto perrengue, você pensa: ah eu mereço ter prazer, certo? Vou me deliciar com tudo isso e depois eu lido com esses excessos, coloco na lista de providências do início do ano e zero a conta. Mas será que é assim que nosso corpo funciona?

Imagine você colocando uma bomba dentro da sua própria casa só porque você acha legal ver coisas explodindo; ok, mas e depois que a casa explodiu, o que você faz? Vai precisar construir a casa toda de novo, do zero, tijolo por tijolo. 

Voc√™ foi l√° com muito suor e rala√ß√£o, mexendo massa, cimento com sol a pino e construiu a casa. Ou seja, voc√™ construiu de forma cuidadosa a sua sa√ļde ao longo de 11 meses para chegar na ceia de Natal e destruir tudo o que construiu? Pra qu√™? Para ter um prazer a curt√≠ssimo prazo?

Você precisa ter consciência que quebrar é fácil. Construir é muito mais difícil. E aí você acha que basta prometer que vai voltar com a dieta e entrar na academia que tudo vai ser diferente no próximo ano, mas não vai, se você não parar e entender porquê você se excedeu. 

A gente tolera esse tipo de comportamento e diz: ah, mas isso é natural, né? Tem uma festa e é óbvio que eu vou enfiar o pé na jaca. Só que aí você enfia o pé na jaca e sofre as consequências. E depois quer uma cápsula para corrigir o efeito que você mesmo gerou. Isso não te lembra aquela fase da adolescência que enche a cara na sexta-feira, promete que nunca mais vai beber, mas sexta seguinte já está bebendo de novo? Então, já deu, né? E aí o que acontece? Repete o ciclo. A gente repete quando a gente não para e não aprende com o erro. 

Agora se você já cometeu esse excesso nesse final de ano, perdeu a linha e passou mal, o meu conselho pra você é: tenha muito carinho com o seu corpo. Porque você colocou ele em uma situação, ele tomou uma surra e vai ter que se recuperar disso. E leva tempo. Depois reflita o porquê desse excesso. 

Se voc√™ n√£o aprender com o seu erro, voc√™ est√° fadado a repetir o passado. Voc√™ precisa aprender que esse excesso gerou um efeito que voc√™ n√£o gostou. √Č preciso entender o porqu√™ voc√™ cometeu. Se voc√™ olhar de um lugar de maturidade para o problema que voc√™ gerou, voc√™ vai se perguntar: o que eu posso fazer para nunca mais passar por isso? S√≥ assim voc√™ pode assumir um compromisso com voc√™, de n√£o voltar mais para esse lugar de mal estar.¬†

Uma das preocupa√ß√Ķes comuns no final de ano √© o ganho de peso, mas essa n√£o √© a que deve ser a maior pra voc√™, mas o preju√≠zo que vai causar na sua sa√ļde.¬†

Que tal você pensar de verdade no que você merece?

Voc√™ merece carinho, cuidado e sa√ļde? Merece uma comida que seja ao mesmo tempo gostosa e saud√°vel? Merece desfrutar melhor os momentos com os familiares, amigos, ter mais energia pra curtir a viagem e aproveitar melhor esses dias maravilhosos de descanso e afeto no final de ano?¬†

Essa é a chave de tudo e que poderia ser seu lema. Pensa bem: será que apenas uma ceia vai preencher você com aquilo que você merece? 

Você merece o melhor! Mas para isso é preciso esquecer a velha lógica de um Engov antes e outro depois.

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