Você é a mudança que quer ver no mundo? - VIDAVEDA

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07/07/2020
Você é a mudança que quer ver no mundo?

É preciso ser aquilo que você sonha e não apenas idealizar o objetivo

Por Alice Azara, estagiária de escrita do Vida Veda

“A idealização é o veneno dos venenos” afirma a psicóloga Christiane Ganzo. De acordo com ela, a idealização é a forma pela qual inventamos histórias sobre nós mesmos que nunca irão se concretizar, e a quebra da expectativa de não conseguir alcançar o que sonhamos é o que gera sofrimento em nossas vidas. Mas então, se a idealização é a origem do sofrimento, como podemos planejar e sonhar com um futuro melhor?

Lara Pascom, gerente de Corações do Vida Veda e formada em Relações Públicas, acredita que o caminho para encontrarmos nosso propósito é a honestidade. E a honestidade deve permear todos os momentos da vida: como nos sentimos internamente, em relação aos outros e ao que nos rodeia. E esse processo de ser honesto demanda algo que muitas vezes está ausente no nosso dia a dia: a auto-observação.

Muito mais que a idealização, o que nos indica o que somos e o que estamos construindo são nossas ações diárias, das mais comuns às mais complexas. “É muito difícil a gente se olhar no espelho e perceber o que de fato está acontecendo. A gente não percebe por vários motivos, e um deles é essa nossa mente viciada em estar muito mais nas ideias do que na realidade.”, afirma Diego Koury, instrutor de Yoga há 19 anos.

Créditos: Freepik

Diego também afirma que “A ação é uma grande professora, um grande espelho.” E isso pode ser visto de duas formas: a primeira delas, para Diego, é como uma ferramenta para entender como estamos internamente. Observar o tempo e o modo como agimos é uma boa forma de perceber se estamos distraídos, ansiosos, tristes, animados, ou focados internamente. 

As ações também servem de espelho para a pessoa que construímos diariamente e é através delas que conseguimos mudar de fato nossos hábitos e rotinas. Nesse processo, de acordo com o livro Hábitos Atômicos de James Clear, se identificar com o que você quer se tornar é fundamental.

É neste ponto que a diferença essencial entre a idealização e a mudança se torna clara: no processo de mudança de hábitos é preciso ser aquilo que você sonha e não apenas idealizar o objetivo. Um exemplo dado pelo escritor é quando alguém tenta parar de fumar. James Clear afirma que, numa situação em que alguém oferece um cigarro, por exemplo, é muito mais efetivo a pessoa dizer “Não, obrigado. Eu não fumo.” do que dizer “Não, obrigado. Estou tentando parar de fumar”.

A segunda resposta permanece no espaço da idealização: no processo de “tentar parar de fumar” você constrói o sonho do dia em que, finalmente, o cigarro não fará mais parte da sua vida. A verdade é que esse futuro talvez nunca chegue da forma que você espera e, portanto, mesmo que você progrida na mudança de hábito, irá se frustrar por não cumprir suas idealizações.

“Se a gente não olha honestamente para a realidade que estamos vivendo, o que está acontecendo naquele momento, não conseguimos entender como chegamos aqui e muito menos para onde queremos caminhar.”, afirma Renata Mendes, empreendedora social, especialista em mediação de conflitos, cultura de paz e autoconhecimento. “Então, a honestidade é importantíssima, porque quando somos honestos com o que está acontecendo dentro da gente, entre nós e ao nosso redor, começamos a entrar na realidade. A mudança só acontece na realidade e a realidade só acontece no momento presente.

Desta forma, no processo de mudança de hábitos é essencial a honestidade, auto-observação e que se esteja ancorado no momento presente. A construção de quem você almeja ser deve ser constante e no agora, pois as ideias, por si só, não são capazes de modificar sua realidade. O que nos resta, neste estágio, é compreender quem queremos ser e o que queremos alcançar.

Créditos: Freepik

“Seja a mudança que você quer ver no mundo” — quem nunca ouviu a famosa frase de Gandhi? E, de fato, esse é um bom ponto de partida para entender que vida queremos construir para nós e, como consequência, construirmos ambientes propícios para mudanças coletivas. Os problemas que enfrentamos política, social e culturalmente muitas vezes são estruturais e necessitam de muito mais do que uma mudança no espaço individual. Mas nós somos parte de uma sociedade que enfrenta e gera esses conflitos e, portanto, somos agentes de mudança importantes.

Ainda de acordo com Renata Mendes, “Não existe mudança que não começa na gente. Se eu quiser mudar uma estrutura racista, machista, eu vou ter que me mudar. Desconstruir identidades é muito desafiador porque vai para esse lugar de pertencimento, de autoconhecimento e de autovalor. Não é um processo fácil, é um processo de desconstrução. Ele precisa ser feito, mas só pode ser feito com passos pequenos, escolhas diárias e conhecimento.” Desta forma, a mudança é constante e inevitável, mas podemos escolher quem somos no momento presente e que tipo de identidade e valores nós sustentamos no caminho.

Quando começamos esse processo de nos colocarmos num espaço de potenciais agentes de mudança individual e coletiva, percebemos que precisamos melhorar em diversas áreas. E isso se torna muito mais fácil quando entendemos que fazemos parte de um todo complexo, de uma realidade que abarca milhares de indivíduos que, muitas vezes, têm o mesmo propósito que nós.

Nesta semana as inscrições para a nova turma do curso Transforme Sua Saúde estão abertas e esta pode ser uma boa oportunidade de começar sua transformação com a ajuda de Christiane Ganzo, Lara Pascom, Diego Koury, Renata Mendes, entre outros professores e diversos alunos que buscam o mesmo que você: ser um exemplo de que a mudança é possível.

Revisão: Elisabete de Carvalho Sposito



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