Saúde também é transformação social | Vida Veda

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29/01/2020
Saúde também é transformação social

ConVIDA doará recursos para iniciativas que promovem saúde de meninas da Fundação Casa em SP.

Por Anelize Moreira, Gerente de Escrita do Vida Veda

O Vida Veda nasceu com a vocação de popularizar o Ayurveda no Brasil e em países de língua portuguesa. Nesses dois anos disponibilizamos mais de 90% do nosso conteúdo na internet de forma livre, aberta e gratuita, aumentando o alcance dos conhecimentos sobre essa medicina milenar.

E 2020 mal começou e já realizamos mais um sonho que tem a ver com isso: o ConVIDA — Congresso Vida Veda de Medicina Integrativa. Realizamos o maior congresso online de medicina integrativa do país e o evento deixou um legado importante de promoção de autoconhecimento e saúde. Desde o início do congresso, no dia 20 até agora, a plataforma registrou 165 mil acessos e mais de 14 mil inscritos e esses números não param de crescer.

Sáude também é Transformação Social

Autocuidado, saúde da mulher, meditação, yoga, alimentação, gestão das emoções foram alguns dos assuntos abordados nas mais de 60 horas de conteúdo inédito. Médicos de diversas especialidades, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ayurvédicos, professores de yoga, somando mais de 42 especialistas de referência na área de saúde integrativa participaram do nosso congresso.

Promovendo práticas integrativas de saúde, através da transformação social

Mas não paramos por aí. Por meio do ConVIDA, o Vida Veda doará R$ 500 em nome de cada palestrante, totalizando mais de 20 mil reais, para projetos que geram transformação social, por meio da promoção de práticas integrativas de saúde.

Os dois projetos escolhidos para receber a doação levam oportunidades a meninas que já cumpriram ou estão cumprindo medidas socioeducativas. Um deles é o Aparigraha que oferece aulas de yoga, uma vez por semana, para duas turmas de 15 meninas de 12 a 20 anos, no centro Chiquinha Gonzaga, na zona leste de São Paulo.

Esse projeto faz parte da Actveda, empresa que realiza projetos de impacto social. O yoga serve como ferramenta de transformação para elas aprenderem técnicas de autogerenciamento das emoções, autoaceitação e paz interior em um local marcado pela violência e desesperança.

“O maior impacto para elas lá dentro é criar um espaço opcional onde possam relaxar a mente, concentrar na respiração e encontrar um lugar de paz dentro de si, nessa situação que é a mais difícil na vida delas.”, explica Renata Mendes, fundadora do Actveda e Instituto Mundo Aflora.

Com apoio do Vida Veda, em 2020, o projeto poderá alcançar um número maior meninas e chegar a outras unidades socioeducativas. O nome da iniciativa — Aparigraha — é um preceito ético do yoga, que trata do desapego de bens que não são essenciais para vida. A escolha dessa definição como título da iniciativa partiu das próprias participantes. A ação existe há 17 anos e já levou o yoga para mais de duas mil meninas e mulheres em privação de liberdade. É realizado por um grupo de voluntários de professores, praticantes e escolas de yoga.

A Fundação Casa, recentemente, realizou um estudo que aponta que parte das adolescentes envolvidas no sistema de justiça juvenil sofreu traumas decorrentes de abuso físico ou emocional, violência e vício no ambiente familiar ou em sua comunidade.

O outro projeto escolhido para receber recursos é o VOZES! do Instituto Mundo Aflora, primeira iniciativa com uma metodologia específica para ajudar meninas em situação de vulnerabilidade social a superar o ciclo do trauma.

Por meio do autoconhecimento, da autonomia e do empoderamento, tendo uma metodologia formulada e voltada ao gênero feminino o VOZES! foi pensado para mudar a pergunta de: “O que há de errado comigo?” para “O que aconteceu comigo?”.

E por que mulheres? Porque nos últimos 16 anos houve um aumento de 700% no número de mulheres em situação de cárcere no Brasil, alerta Renata. Essa metodologia, focada no cuidado de meninas em cumprimento de medida socioeducativa, vai ser a primeira do Brasil e já foi aplicada em diversos países. O protótipo desse programa foi feito no ano passado e em junho deste ano serão apresentados os resultados da primeira fase deste trabalho.

“Queremos capacitar as pessoas que trabalham com medida socioeducativa para aplicarem essa metodologia em todo o Brasil, se tornando uma política pública. Essa metodologia também pode ser aplicada em outros contextos de violência contra meninas, como em lugares de alta vulnerabilidade e risco, escolas públicas e abrigos.”

Para Renata é importante esse tipo de metodologia, pois quando se atinge uma mulher, na verdade está ajudando a transformar um ciclo familiar e consequentemente o ciclo da violência.

O Vida Veda é uma empresa de caráter social, então 20% de tudo que é feito é destinado a projetos que geram transformação social. Então é bom que você saiba que se você participou do ConVIDA, você está colaborando com essa mudança também.

Na semana que vem apresentaremos mais um projeto apoiado pelo Vida Veda, desta vez sobre conscientização do Alzheimer no país.

Quer saber mais sobre o projeto Aparigraha?



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