Podemos parar o alzheimer? | Vida Veda - Cérebro em Ação

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04/02/2020
Podemos parar o Alzheimer?

Vida Veda apoiará Cérebro em Ação, iniciativa que pode se tornar a maior campanha de conscientização e luta contra o Alzheimer no país

Por Anelize Moreira, gerente de escrita do Vida Veda

Durante uma palestra na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, a renomada professora de linguística, Alice Howland, é aclamada por suas pesquisas acadêmicas, referenciadas em todo o mundo. Ao falar pra platéia, esquece palavras e atribui o esquecimento ironicamente a uma dose de bebida alcóolica. Tenta continuar seu discurso, mas percebe o comprometimento da fala e da memória. Quando retorna a sua casa em Nova Iorque, ao correr pelo seu bairro, esquece o caminho de volta pra casa. 

Perda de memória, desorientação de tempo e espaço e dificuldade de se comunicar. Aos 50 anos, Alice descobre que possui Alzheimer, doença neurodegenerativa que acarreta perdas cognitivas e alterações comportamentais. 

“Eu sempre me defini pelo meu intelecto, minha linguagem, minha articulação. E agora, algumas vezes, eu posso ver as palavras na minha frente, mas eu não as alcanço, e não sei mais quem sou. Eu não sei o que vou perder a seguir”, diz a personagem. 

Alice vivencia cada etapa do Alzheimer, apresenta as limitações cotidianas impostas com o avanço da doença e o impacto na vida de pacientes, familiares e cuidadores. 

Essas são cenas do filme “Para Sempre Alice”, baseado no livro homônimo, sendo a personagem principal, Alice Howland, interpretada por Julianne Moore. A comovente interpretação  rendeu à atriz o Oscar, em 2015, de melhor atuação feminina em um longa-metragem. 

O Alzheimer é a forma mais comum de demência neurodegenerativa na população com 65 anos ou mais e acomete 11,5% da população idosa do pais, segundo Ministério da Saúde. A Associação Brasileira de Alzheimer aponta que 1,2 milhões de brasileiros possuem a doença. 

No artigo de hoje vamos falar sobre o projeto que receberá o apoio do Vida Veda –  Cérebro em Ação -, que tem a proposta de aumentar a conscientização sobre a doença, no Brasil. Idealizada em 2018 pela Casa Consciência, a campanha acontece duas vezes por ano no Parque Ibirapuera, em São Paulo. 

“O Alzheimer é uma doença democrática, ela não escolhe nível socioeconômico. Ela afeta a todos. E quando se pensa em uma pessoa com Alzheimer, relacionamos sua condição à perda da qualidade de vida. Ela está viva, mas não tem a capacidade de se relacionar com os outros, o que é muito difícil para todos”, explica a endocrinologista Alessandra Rascovski, coordenadora técnica do projeto. 

Com aumento da expectativa de vida dos brasileiros, vem a preocupação: como envelhecer com saúde? Como chegar aos 90 anos com qualidade de vida? 

“O Alzheimer começa a se desenvolver 30 anos antes do diagnóstico. A pergunta que passei a me fazer foi: o que a gente pode fazer antes disso?”, conta Rascovski. 

Escolher bons hábitos de vida, hoje, podem ajudar na construção da saúde no futuro. De acordo com o Ministério da Saúde, manter a cabeça ativa, um bom convívio social, se alimentar bem, praticar exercícios físicos e manter outras práticas saudáveis pode retardar ou até mesmo inibir a manifestação da doença. 

“A gente não controla a genética e nem o envelhecimento, mas podemos mudar o que controlamos, os nossos hábitos. Movimento, sono adequado, alimentação de qualidade, meditação, tudo isso pode ajudar a reduzir a incidência da doença”, explica o Vd. Matheus Macêdo, sobre a metodologia do projeto e o diálogo com o Ayurveda. 

Socialização na prevenção do Alzheimer

Outro fator importante para a prevenção do Alzheimer é a socialização. Atualmente, nossa sociedade se torna cada vez mais individualizada, o que pode agravar o cenário da doença. A Dra. Alessandra diz que a solidão é um fator de risco tão importante quanto o ato de fumar. “Se você socializa, você se protege de doenças como Alzheimer em mais de duas vezes”. 

O Cérebro em Ação terá o caráter voluntário e treinará profissionais da saúde, envolvendo a comunidade, familiares e pacientes nos territórios que receberão a campanha. O principal objetivo é que mais pessoas aprendam tanto como conviver com a doença e ter mais qualidade de vida, quanto para que saibam como preveni-la. 

“O Cérebro em Ação receberia apoio apenas dos recursos do ConVIDA, Congresso de Medicina Integrativa do Vida Veda, mas quando a Alê disse que queria ampliar o projeto, eu visualizei a expansão dele, de duas vezes por ano para todo mês em todas as capitais brasileiras. Tenho certeza que o projeto tem poder para transformar a maneira como a gente lida com o Alzheimer no Brasil.”, conta Matheus. 

Com apoio do Vida Veda a iniciativa irá se expandir para 26 capitais e no distrito federal, ao todo serão realizados 324 eventos por ano. Esse projeto inaugura o departamento social do Vida Veda que inicia suas atividades também neste ano. 

“Sou motivado por ideias transformadoras, muitas vezes nem são minhas, mas quando vejo um projeto transformador, me empolgo, não consigo não torcer. Me sinto honrado quando posso fazer parte, porque para mim é uma oportunidade de ouro conseguir ajudar uma ideia que merece existir vir à tona.”, finaliza Matheus que já é considerado coordenador onírico do projeto . 

Alguns fatores de risco para o Alzheimer são:

  • A idade e a história familiar: a demência é mais provável se a pessoa tem algum familiar que já sofreu do problema;
  • Baixo nível de escolaridade: pessoas com maior nível de escolaridade geralmente executam atividades intelectuais mais complexas, que oferecem uma maior quantidade de estímulos cerebrais.

Entre os principais sinais e sintomas do Alzheimer estão:

  • falta de memória para acontecimentos recentes;
  • repetição da mesma pergunta várias vezes;
  • dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos;
  • incapacidade de elaborar estratégias para resolver problemas;
  • dificuldade para dirigir automóvel e encontrar caminhos conhecidos;
  • dificuldade para encontrar palavras que exprimam ideias ou sentimentos pessoais;
  • irritabilidade, suspeição injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, tendência ao isolamento. 

Saiba mais:

*Com informações do Ministério da Saúde e Associação Brasileira de Alzheimer.



Comentários

  1. Auri Nunes disse:

    Bom dia!
    Sou terapeuta sistêmica e gostaria de saber como faço para participar deste projeto?

    1. Laila Saber disse:

      Bom dia Auri! Só mandar um email para [email protected] falando do seu interesse. Abraços.

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